Comentário dos Salmos e Cânticos do Ofício Divino - Envio Novembro de 2024

Comentário dos Salmos e Cânticos do Ofício Divino - Envio Novembro de 2024

Marca: Editora Realeza Disponibilidade: Envio Novembro de 2024

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Comentário dos Salmos e Cânticos do Ofício Divino - Envio 30/11/24

Resumo

                        Esta obra, a última composta por Santo Afonso durante seu episcopado, foi iniciada em 1773 e terminada no mês de maio do ano seguinte. Em outubro de 1773, em Napoli, era iniciada a impressão da parte já pronta, mas a publicação foi atrasada pela lentidão do revisor real, que concedeu seu imprimatur apenas em setembro de 1774.

                        É provável que a idéia de escrever este trabalho tenha sido sugerida pelo aparecimento da obra Os livros poéticos da Bíblia traduzidos do original hebraico e adaptados ao gosto da poesia italiana, do poeta Saverio Mattei. Santo Afonso manteve correspondência com este autor e elogiou sua obra poética no opúsculo Reflexões devotas sobre diversos pontos do espírito (§ 17). Escreveu-lhe, a 20 de novembro de 1774: “Ao fazer meu breve trabalho sobre os salmos, tive diante dos meus olhos, principalmente, o de Vossa Ilustre Senhoria”.

                        Santo Afonso pretendia, inicialmente, traduzir apenas as passagens mais difíceis dos salmos, mas, em seguida, decidiu-se por cobrir integralmente o saltério. Esta obra, para a qual consultou mais de quarenta comentadores, impôs-lhe grande fadiga, ao ponto de fazê-lo exclamar: “Me fará perder a vontade de publicar outra vez”. Sua saúde deteriorou-se completamente, e ele passou a contrair violentas dores de cabeça.

                        Embora despojado de todo o aparato científico com o qual, naquele tempo, fazia-se questão de acompanhar as publicações de textos bíblicos, o trabalho foi um verdadeiro sucesso. Em outubro de 1776, a segunda edição estava esgotada, e o Santo escreveu a Remondini dizendo que não lhe restava mais do que um único exemplar.

                        Santo Afonso dedicou este livro ao Papa Clemente XIV.

 

Pe. Maurice De Meulemeester

Bibliografia geral dos escritores redentoristas

Louvain, 1933, p. 159

Introdução

                        Esta tradução constitui um esplêndido testemunho do esforço de Santo Afonso para tornar populares certos temas distantes do povo.

                        Muito à frente de seu tempo, consciente de que o latim era um obstáculo à oração de muitos sacerdotes e fiéis, não considerava uma mera obsessão a Vulgata, versão latina das Escrituras garantida pelo Concílio de Trento, à qual sempre se alinhava; por isso, em 27 de maio de 1773, sondava e instigava seu editor: “Já iniciei uma outra bela obra, muito útil para todos os padres, monges e freiras, que é a Tradução de todos os salmos do Breviário, em vernáculo, com notas separadas para as passagens mais difíceis. Se Deus me der vida para terminá-la, espero que venha a ser muito útil para todos os que se encontram submetidos a dizer o Ofício”.

                        Uma obra de tirar o fôlego! “Causa-me tão grande fadiga que me fará perder a vontade de publicar outra vez. Dar cabo de tudo isso levará muito tempo” (carta de 2 de dezembro de 1773).

                        Dez meses depois, em 28 de setembro de 1774: “Mando a Vossa Ilustre Senhoria o livro da Tradução dos salmos, que me custou o esforço de anos e me colocou em risco de perder a cabeça, pelo cansaço de ler tantos comentadores — mais de quarenta — que eram de opiniões diferentes”.

                        Afonso dedicou esta obra ao Papa, enaltecendo-o generosamente a cada vez e elogiando particularmente sua “gloriosa prudência” ao acalmar as oposições que dilaceravam a Igreja. Mas depois da supressão dos jesuítas, decretada pelo infeliz Clemente XIV em 1773, com o Breve Dominus ac Redemptor (morrerá de coração partido), Afonso, desolado por tal evento, suprime, na segunda edição da Tradução (1777) a dedicatória a Clemente XIV.

Pe. Théodule Rey-Mermet

O santo do século das luzes

Città Nuova, 1982, p. 753

À Sua Santidade o Papa Clemente XIV

                        Beatíssimo Padre,

                        Tendo eu escrito a presente obra nestes últimos anos de minha vida, uma vez que me encontro já na decrepitude e espero dia após dia pela morte, e tratando-se dos salmos de Davi, os quais, depois da administração dos sacramentos e da divina palavra, constituem a mais santa aplicação das pessoas dedicadas a Deus, pelo exercício, em terra, do ofício que fazem os anjos no céu, ao celebrar os divinos louvores, julguei não poder dedicá-la a ninguém melhor do que Vossa Santidade, que é chefe da Igreja e faz, nesta terra, as vezes de Jesus Cristo. Não pretendo estender-me, aqui, a descrever por mil reflexões os elogios que Vossa Santidade merece; por isso, de modo a não ofender vossa modéstia, desobrigo-me de enaltecer em particular os exemplos que resplandecem aos olhos do mundo todo, como a vida mortificada e o desapego de todo respeito humano: mas não posso deixar passar em silêncio a gloriosa prudência que Vossa Santidade tem exercitado ao procurar, por tão sábios caminhos, sanar aquelas divergências que mantêm em tamanha agitação os amantes do bem da Igreja. De minha parte, espero que Vossa Santidade aprecie este meu esforço, que pode beneficiar a todos aqueles que recitam o Ofício Divino, entre os quais há muitos que pouco entendem a língua latina e o significado das palavras, muito menos o sentido dos salmos, que, na maior parte, são realmente de tão difícil entendimento que apenas os eruditos acabam por compreendê-los. E, todavia, embora muitos estudiosos tenham procurado explicá-los, seja porque escreveram em latim, seja pelo estilo através do qual se expressaram, seu esforço acabou por não alcançar a utilidade universal que desejavam. Por isso, esforcei-me arduamente para tornar inteligível, tanto quanto pude, seus significados, a fim de que todos possam entender o que dizem e, assim, recitar as horas canônicas com maior atenção. Coloco, portanto, este meu livro aos pés de Vossa Santidade para que o corrija, se merecer correção, e o abençoe, se o julgar benéfico ao público; e, humilhado diante de vosso trono pontifício, beijo devotamente os vossos sagrados pés e, pedindo a vossa santa bênção, inclino-me, prostrando-me sempre.

De Vossa Santidade

Humilde devoto e obedientíssimo filho e servo,

Afonso Maria

Bispo de Sant’Ágata dos Godos

Características :

Dimensões: 12x17cm
Páginas: ~500
Papel ivory 58g
Encadernação: Capa dura
2 fitas de marca-página

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